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ज्योतिष – JYOTIṢA
GAṆḌĀNTA
Hoje falaremos de um conceito muito importante no jyotiṣa, que é o conceito de gaṇḍānta. Tem o
significado literal de “o fim do nó”, e corresponde, simultaneamente, ao ponto de junção ou transição
(sandhi) de duas nakṣatras e de dois rāśis (signos). Eles estão situados nas junções dos signos de água e
de fogo, jala e agni-rāśis, ou seja, entre os signos de peixes e áries, câncer e leão, escorpião e sagitário,
pois há um perfeito alinhamento de nakṣatra e rāśi nesses pontos, demarcando assim os ciclos de
criação (fogo) e dissolução (água) por que passam todas as coisas neste mundo.Estes pontos, considerados inauspiciosos, situam-se, em termos de nakṣatras, nos primeiros 3º e 20’ de Ashvini (em áries), Magha (em leão) e Mula (em sagitário) e nos últimos 3º e 20´ de Ashlesha (em câncer), Jyeshtha (em escorpião) e Revati (em peixes). Também em astrologia eletiva (Muhūrta), evitam-se os dias de passagem de chandra ou outro graha por estes pontos, para novos inícios ou atividades auspiciosas.
Estes pontos de transição ou “nós kármicos” estão associados a uma dinâmica tensa e difícil, sendo que
todos os grahas (planetas), situados nestes pontos, ficam debilitados e tendem a trazer dificuldades aos
temas a eles associados num mapa natal. Estas questões fazem-se sentir na vida de um indivíduo, por
meio de relacionamentos pessoais, eventos traumáticos ou lutas internas. Quando o lagna (ascendente)
ou chandra (lua) calham nestes pontos no mapa natal, considera-se esta situação um doṣa, situação
muito desarmoniosa que afetará toda a vida do indivíduo, em geral.
O gaṇḍānta situado em peixes/revati e áries/ashvini está associado a finais e inícios de novos ciclos, o que pode levar o indivíduo a indecisões, dificuldade em entender estes ciclos, levando a grande confusão mental.
O gaṇḍānta situado em câncer/ ashlesha e leão/ magha traz consigo mudanças psicológicas profundas
que conduzem o indivíduo a um novo estado de consciência e a um enorme crescimento.
O gaṇḍānta situado em escorpião/jyeshta e sagitário/mula, é talvez dos mais difíceis, pois as mudanças
psicológicas são muito fortes e a vivência das emoções bastante intensa, pois muita maturidade é
necessária para avançar para um estado de maior consciência.
Sendo estes pontos de grande sensibilidade e com capacidade de trazer infortúnios à vida de uma
pessoa em termos materiais, eles podem ser extremamente relevantes no caminho espiritual. Através
de um entendimento mais profundo, estes pontos são “janelas” de expansão da consciência, e podem
inclinar o indivíduo para a necessidade de se debruçar de forma mais profunda internamente, de
maneira a poder transcender as necessidades terrenas e com um maior conhecimento, entendimento e
aceitação, enveredar pelo verdadeiro caminho do autoconhecimento.Maria João Coelho
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भगवद्गितायाः व्याकरणम् – Análise gramatical da Bhagavadgītā (continuação)
Símbolos usados na análise gramatical:
√ – raíz verbal; ⊘ – indeclinável; m – género masculino; f – género feminino; n – género neutro; I/1 – primeira pessoa singular; II/1 – segunda pessoa singular (a numeração romana indica a pessoa, a numeração indo-arábica indica o número, que pode ser singular, dual ou plural; 1/1 – 1º caso singular; 1/2 – 1º caso dual; 1/3 – 1º caso plural; 2/1 – 2º caso singular (existem oito casos, vibhaktis, no total; 7/1 – sétimo caso singular; P – parasmaipadī; Ā – ātmanepadī; U – ubhayapadī; VA – voz ativa (kartari prayoga); VP – voz passiva.निमित्तानि च पश्यामि विपरीतानि केशव ।
न च श्रेयोऽनुपश्यामि हत्वा स्वजनमाहवे ॥ १.३१ ॥पदच्छेदो (सन्धिच्छेदः) विभक्तिपरिच्छेदः पदार्थो व्युत्पत्तिश्च
निमित्तानि 2/1n – indicadores, presságios; च Ø – e; पश्यामि I/1 1P√दृश्, लट्, कर्तरि – eu vejo; विपरीतानि – invertidos, opostos, maus; केशव 8/1m – ó Keśava (Aquele que matou o demónio Keśin – केशिनं वाति हन्ति इति केषवः); न Ø – não; च O – e; श्रेयः 2/1n – auspicioso, bom; अनुपश्यामि I/1 अनु1P√दृश्, लट्, कर्तरि – eu vejo; हत्वा Ø √हन् क्त्वा – tendo morto; स्वजनम् 2/1m – a minha própria gente (स्वस्य जनः स्वजनः); आहवे 7/1m – na guerra.अन्वयः
हे केशव, विपरित्तानि निमित्तति च पश्यामि आहवे स्वजनं हत्वा श्रेयश्च न अनुपश्यामि ॥अनुवादः
Tradução:
V.1.31 – Ó Keśava (Senhor Kṛṣṇa), eu vejo maus presságios e não vejo nada de bom se matar a minha própria gente na guerra. -
O Mundo é a nossa Casa
As identificações do ego são muitas e o ego precisa delas, até certo ponto, pelo menos. Uma delas, e muito bem enraizada, é a identificação com o nosso lugar – “é aqui que eu pertenço”, “esta é a minha casa”, “esta é a minha rua”, “esta é a minha cidade”, “este é o meu país”.
Repare: não existe “meu” nem “minha”, se conseguir ver que a posse é transitória, temporal…de facto bem breve dada a idade do Universo.
Esta identificação com o lugar é instintiva e social. Instintiva porque somos animais e estamos instintivamente programados para defendermos aquilo que nos pertence, como a nossa propriedade. Social porque somos condicionados e programados para pensarmos que pertencemos a um dado lugar, como uma cidade ou país.
Fruto desta identificação surgem conflitos desnecessários com os outros que não pertencem ao mesmo lugar que nós e, nesse sentido, parecemos não diferentes dos animais irracionais, que disputam até à morte o território.
Então, há que pensar com uma certa profundidade para conseguir transcender as barreiras da mente instintiva e da programação social que nos encerram, por vezes mortalmente, dentro de um modelo fragmentador e separatista. A verdade é que somos todos pessoas a viver num planeta mágico – um pequeno berlinde azul, se visto de muito longe – inserido num todo harmonioso chamado Universo.
Se existe um lugar ao qual todos pertencemos, sem exceção alguma, esse lugar é este mundo, este cosmos, livre de fronteiras e espaçoso o suficiente para todos podermos viver em harmonia.
Liberte-se da territorialidade, liberte-se dos “patriotismos”. Somos todos Um Universo em movimento expressando algo fundamentalmente transcendente e eterno, o Ser.Paulo Abreu Vieira
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आयुर्वेद – Os 6 sabores de acordo com o āyurveda – parte 2
A acção de cada um dos sabores é determinada pela sua composição relativa aos 5 elementos (como vimos no artigo passado). Hoje vamos ver brevemente as funções de cada um destes sabores e qual o seu impacto no corpo e mente.
madhura – doce
Tem as qualidades de frescura, peso e humidade/oleosidade.
De uma forma geral o sabor doce promove a força dos tecidos corporais, promove a compleição e a longevidade. Dá prazer e satisfação emocional.
Em excesso causa doenças de kapha e tecido adiposo, obesidade, problemas digestivos, letargia etc. Pode levar ao apego e à possessividade.
Não está só presente no açúcar, mel e etc mas também em substâncias como o arroz , centeio, leite, batata frutas doces, etc
amla – azedo
Tem as qualidades de leveza, calor e humidade.
De uma forma geral o sabor amargo em moderação aumenta o apetite, fogo digestivo. Causa a secreção de fluídos no corpo. Dá vigor à mente e aos sentidos.
Em excesso causa problemas de visão, excesso de sede, acidez, problemas de pele, e outros problemas digestivos. Pode levar à inveja e à raiva.
Está presente nos citrinos de forma geral mas também em iogurte, vinagres e fermentados.
lavaṇa – salgado
Tem as qualidades de peso, calor e humidade.
De uma forma geral o sabor salgado em moderação aumenta o apetite e a digestão, estimula a produção de saliva, limpa os canais. Dá confiança e motivação.
Em excesso causa inflamação, retenção de líquidos e velhice prematura (queda de cabelo, rugas, etc). Pode levar à ganância e excesso de ambição.
Está presente nos sais e consequentemente em produtos salgados.
tikta – amargo
Tem as qualidades de frescura, leveza e secura.
De uma forma geral o sabor amargo em moderação ajuda a secar excesso de muco e tecido adiposo, promove o intelecto, limpa a garganta, dá firmeza à pele. Dá insatisfação.
Em excesso provoca a perda de força e doença de vāta. Pode levar à tristeza, pesar.
Está presente em certas folhas verdes, especiarias como o a curcuma e o feno grego, no café, chá, etc
kaṭu – picante
Tem as qualidades de calor, secura e leveza.
De uma forma geral o sabor picante em moderação promove secreções, ajuda na circulação, apetite e digestão e limpa os canais. Dá extroversão e coragem.
Em excesso provoca perda de libido e força e inflamação, tonturas, e problemas de pele. Pode levar á violência, raiva.
Está presente em especiarias e alimentos picantes como a malagueta, pimentas, gengibre, alho etc
kaṣāya – adstringente
Tem as qualidades de peso, secura e frescura.
De uma forma geral o sabor adstringente em moderação purifica o sangue, reduz excesso de muco, ajuda a formar fezes, ajuda na cicatrização. Dá introversão.
Em excesso provoca secura, obstipação com inchaço abdominal, reduz libido e pode levar à perda de tecido corporal. Pode levar a insegurança e medo
Está presente em leguminosas, banana verde, raiz de lótus, quiabos etc.
Excepções
Existem algumas excepções, ficam aqui alguns exemplos
- arroz com mais de 6 meses, cevada, feijão mungo, mel embora sendo doces tendem a não agravar kapha
- romã e outros frutos silvestres embora azedos não tendem a agravar pitta
- sal dos himalayas tende a ser menos prejudicial à visão
- gengibre seco e alho sendo picantes não tendem a agravar vāta
Esta foi só uma pequena introdução de como o āyurveda analisa os sabores e a importância da sua utilização para manter o equilíbrio do corpo. Por outro lado, mostra também como a alimentação pode ser utilizada para manipular os doshas.
Até já!
Ricardo Barreto
Terapeuta de Ayurveda
imagem de Vanessa Loring – pexels.com
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ज्योतिष – JYOTIṢA
“A Grandeza de Saturno”
Como habitualmente, sentei-me para escrever o texto mensal. Vários temas surgiram na minha mente, mas senti que neste momento era necessário fazer uma pausa na linha de pensamento e escrever sobre o que vou escrever. Talvez tenha sentido esta vontade porque Saturno se prepara para entrar no seu período de retrogradação que irá de 17 de junho até 4 de novembro e convida à reflexão …ou porque muitas pessoas têm sentido o efeito terapêutico desta obra ou ainda porque muitas outras têm sentido curiosidade acerca dele, mas entendi que seria importante falar um pouco acerca do livro, a “Grandeza de Saturno”.
Este livro veio parar às minhas mãos através do Professor Paulo Vieira. Foi uma bênção receber este presente! A “grandeza de Saturno” é um mito terapêutico, contado e recontado ao longo de muitos séculos. Mais que um livro ou uma obra, é uma pérola de sabedoria, de reverência não só a Saturno, como a toda a tradição védica.
Por um lado, podemos ficar a conhecer as principais histórias associadas a cada deidade que preside cada graha (planeta), compreendendo melhor as suas caraterísticas, o seu significado, o seu poder e a sua forma de atuação, o que permite uma maior consciência acerca dos arquétipos de cada um e acerca da forma como os nossos karmas, a eles associados, se revelam.
Por outro lado, existe um potencial enorme de conexão interna, com as nossas crenças, com a nossa fé, pois somos conduzidos de forma mágica pelas páginas do livro e convidados a sentir, a observar, a viver os nossos medos, receios, ilusões, sonhos …. uma porta para o nosso interior, para a nossa cura!
E como ponto fulcral e principal, a reverência a Śani, o Senhor Saturno, tão poderoso e temido, o Senhor do tempo e do karma, que não poupa nada nem ninguém, mas tão importante na nossa vida, no nosso crescimento, na nossa maturidade emocional, na busca por mokṣa. Numa das edições anteriores da Mukti, tive oportunidade de falar um pouco sobre Śani. Fica aqui o convite para a sua leitura.
Este livro, para além de evidenciar todo o seu poder, toda a sua grandiosidade, toda a sua capacidade, tem como objetivo mudar a nossa forma de olhar para Śani. Compreender Śani no nosso íntimo, é apaziguar os nossos receios, é aprender a fluir com a vida, é abraçá-la sem medo, mas com responsabilidade, aceitação e entrega e é a oportunidade para transcender a visão limitada que temos acerca do mundo, acerca de nós. É o caminho para o autoconhecimento, para a verdadeira libertação.
São muitas as pessoas com quem contacto que têm tido a oportunidade de abraçar este livro, muitas vezes em momentos muito delicados e confusos das suas vidas, e sentem o efeito poderoso e de verdadeira cura deste maravilhoso mito!
Graças ao Dr. Robert E. Svoboda, que fez a tradução desta obra para o inglês como reverência a Śani num momento bastante delicado da sua vida, temos a oportunidade de entrar em contacto com esta história e beneficiar de todo o seu profundo ensinamento.
Existe também já uma belíssima tradução para o português de Eliane Cilmara Edições.
Ambos os livros estão disponíveis para compra em diversos sites.
O meu voto é que esta história possa ser cada vez mais partilhada e acolhida no coração de cada um, de forma verdadeira e comprometida.
Om sham shanaishcharaya namah
Maria João Coelho -
भगवद्गितायाः व्याकरणम् – Análise gramatical da Bhagavadgītā (continuação)
Símbolos usados na análise gramatical:
√ – raíz verbal; ⊘ – indeclinável; m – género masculino; f – género feminino; n – género neutro; I/1 – primeira pessoa singular; II/1 – segunda pessoa singular (a numeração romana indica a pessoa, a numeração indo-arábica indica o número, que pode ser singular, dual ou plural; 1/1 – 1º caso singular; 1/2 – 1º caso dual; 1/3 – 1º caso plural; 2/1 – 2º caso singular (existem oito casos, vibhaktis, no total; 7/1 – sétimo caso singular; P – parasmaipadī; Ā – ātmanepadī; U – ubhayapadī; VA – voz ativa (kartari prayoga); VP – voz passiva.गाण्डीवं स्रंसते हस्तात्त्वक्चैव परिदह्यते ।
न च शक्नोम्यवस्थातुं भ्रमतीव च मे मनः ॥ १.३० ॥पदच्छेदो (सन्धिच्छेदः) विभक्तिपरिच्छेदः पदार्थो व्युत्पत्तिश्च
गाण्डीवं 2/1n – Gāṇḍīvam (nome do arco de Arjuna); स्रंसते III/1, 1A√स्रंस्, लट् – escorrega, cai; हस्तात् 5/1m – da mão; त्वक् 1/1f – pele; च Ø – e; एव Ø – de facto; परिदह्यते III/1, परि + 1P√दह्, कर्मणि प्रयोग – está a ser queimada, queima; न Ø – não; च Ø – e; शक्नोमि III/1, 5P√शक् – consigo; अवस्थातुं Ø अव +1P√स्था + तुमुन् – permanecer; भ्रमति III/1, 1P√भ्रम् – anda à roda, rodopia; इव Ø – como que; च Ø e; मे 6/1, अस्मद् शब्द सर्वनाम – minha; मनः 1/1n – mente.अन्वयः
हस्तात् गाण्डीवं स्रंसते त्वक् च एव परिदह्यते अवस्थातुं न च शक्नोमि मे मनः च ब्रमति इव ॥अनुवादः
Tradução:
V.1.30 – O arco Gāṇḍīvam escorrega da (minha) mão, a (minha) pele, de facto, queima, não consigo permanecer de pé e a minha cabeça parece que anda à roda.Paulo Abreu Vieira
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Como o Vedānta pode ajudar nos relacionamentos amorosos
Um dos maiores desafios para os seres humanos são os relacionamentos amorosos, porque é neles que os grandes desafios emocionais inevitavelmente aparecem.
Dentro da tradição de Vedānta um relacionamento íntimo a longo prazo, como o casamento ou a união de facto, é Yoga. Significa isto que deverá servir para o crescimento emocional de ambos. De facto, qualquer relacionamento com o mundo deverá ser visto como Yoga.
Um grande objetivo do Yoga é diminuir as tendências impulsivas da mente que tantas vezes são contrárias ao dharma – à ética e à moral – e que afastam a pessoa da paz, da tranquilidade e da felicidade que ela tanto procura e deseja para si. Paralelamente, o objetivo do Yoga é também o de conseguir fazer aquilo que realmente deve ser feito a cada momento e que está de acordo com os vários papéis da vida, como o de mãe, pai, irmão, companheiro, filho, profissional, etc. Portanto, Yoga é decidir e agir de forma informada seguindo a ética e os valores para que as tendências instintivas e impulsivas da mente percam progressivamente o seu poder potencialmente e geralmente nefasto. Falar é fácil, o Yoga é difícil.
É muito comum no relacionamento surgir insegurança, ciúme, medo da perda, ansiedade, raiva, necessidade de controlar e desentendimentos sobre as tarefas da casa. Tudo isto tem que ser endereçado e trabalhado para que sirvam para crescer e não para detonar o relacionamento e transformá-lo num suplício.
O Vedānta ajuda a identificar e a superar as emoções desagradáveis que podem prejudicar as relações e mostra que cada ser humano naturalmente as tem, o que possibilita o desenvolvimento de empatia. Para além disso, como confere a realização interior e a verdadeira felicidade, a pessoa deixa de as procurar no outro, evitando assim a dependência emocional. E como incentiva a prática da compaixão, da gratidão e da humildade, que ajudam a fortalecer e a enriquecer o relacionamento. Para além disso, no Vedānta há o grande benefício que advém da convivência com os restantes alunos que são um suporte de crescimento e de ajuda. Finalmente, a presença do professor nos momentos de maior dificuldade ajuda a dar uma orientação.Paulo Abreu Vieira
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आयुर्वेद – Os 6 sabores de acordo com o āyurveda – parte 1
Um dos factores para uma alimentação equilibrada de acordo com o āyurveda é o uso dos 6 sabores. Sabor, conhecido em sânscrito como rasa, é a sensação interpretada pela língua quando uma substância entra em contacto com ela.
Os 6 sabores são um conceito único de āyurveda que define que, aparte da diferenciação a nível de experiência sensorial, cada um destes sabores tem uma função específica.
Os 6 sabores são:
- svādu ou madhu – doce
- amla – azedo
- lavaṇa – salgado
- tikta – amargo
- uṣṇa ou kaṭu – picante
- kaṣāya – adstringente
Cada um destes sabores deve a sua composição a uma combinação de 2 dos 5 grandes elementos.
- doce – terra e água
- azedo – terra e fogo
- salgado – água e fogo
- amargo – ar e fogo
- picante – ar e espaço
- adstringente – ar e terra
Cada um destes sabores têm um impacto directo nos doṣas. Levando em consideração a ordem apresentada anteriormente, podemos dizer que:
- os 3 primeiros sabores (doce, azedo e salgado) tendem a agravar kapha e a pacificar vāta
- os 3 últimos sabores (amargo, picante e adstringente) tendem a agravar vāta e a pacificar kapha
- adstringente, amargo e doce tendem pacificar pitta e os restantes 3 (azedo, salgado e picante) agravam pitta.
Estes sabores nutrem também o corpo em ordem sucessiva. Assim sendo o sabor doce é o que mais nutre o corpo e o adstringente o que nutre menos.
Apenas com estas informações conseguimos ver a relevância dos sabores não só no contexto de tratamento como também na prevenção de saúde. Em artigos anteriores já falámos das alterações sazonais e o seu impacto nos doṣas e é com base neste conceito de rasa que surgem sugestões para modificações na dieta. Por exemplo, durante a primavera existe um agravamento natural de kapha e por isso a nível de alimentação o uso predominante de sabores doce, azedo e salgado são contra-indicados. Por outro lado, uma pessoa com doenças que tenham origem em pitta deverão ter a recomendação de evitar a predominância dos sabores azedo, salgado e picante.
āyurveda recomenda o uso diário destes 6 sabores mas isto não quer dizer que devemos consumir os sabores nas mesmas proporções pois cada sabor tem a sua função portanto a sua predominância de cada sabor deve ser adaptado de acordo às necessidade do corpo e às alterações sazonais.
Na segunda parte do artigo vamos falar acerca das funções de cada um destes sabores e entender um pouco melhor em que substâncias se encontram pois quando dizemos sabor doce não estamos necessariamente ou directamente a falar de açúcar.
Até já!
Ricardo Barreto
Terapeuta de Ayurveda
imagem de Vanessa Loring – pexels.com
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Milagre mais evidente do que este
Beija-me a brisa ao de leve a pele num gesto terno de pura calma,
da janela mergulho na magia das cores que entram na alma…
são colorido fogo criativo, são a divina dança de Śiva,
cuja fragrância do milagre da vida faz a minha mente cativa.O gesto esvoaçado de um pardal pintado de liberdade,
os risos gritados, bonitos e puros da inocência da mocidade
a dança das folhas e flores embaladas por melodiosa brisa,
tudo isso é a Verdade, é expiração poética que a alma improvisa.E esse mesmo é o fio que tece os pensamentos,
E que une as memórias dos amores, dores e fantasias,
e que alimenta a imaginação e a esperança de melhores dias.Uma só força, imaterial, atemporal, imaculada e imutável impera e
permeia todo e qualquer ser deste quadro vivo de êxtase e felicidade.
Preso na contemplação da verdade, aprecia-te, és pura liberdade.São urdidos os seres por poder maior que os ultrapassa,
vivificados pela eterna presença que sempre os abraça.
São expressão finita da infinitude, limitações do ilimitado,
são o amor feito vida por tantos poetas cantado.São um rio de força que desce e sobe ao mesmo tempo,
E tudo isso contido num só eterno momento,
O Agora, este mesmo, cuja origem é lugar nenhum,
a que os visionários unanimemente chamam de Um.Paulo Abreu Vieira
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भगवद्गितायाः व्याकरणम् – Análise gramatical da Bhagavadgītā (continuação)
Símbolos usados na análise gramatical:
√ – raíz verbal; ⊘ – indeclinável; m – género masculino; f – género feminino; n – género neutro; I/1 – primeira pessoa singular; II/1 – segunda pessoa singular (a numeração romana indica a pessoa, a numeração indo-arábica indica o número, que pode ser singular, dual ou plural; 1/1 – 1º caso singular; 1/2 – 1º caso dual; 1/3 – 1º caso plural; 2/1 – 2º caso singular (existem oito casos, vibhaktis, no total; 7/1 – sétimo caso singular; P – parasmaipadī; Ā – ātmanepadī; U – ubhayapadī; VA – voz ativa (kartari prayoga); VP – voz passiva.अर्जुन उवाच ।
दृष्ट्वेमं स्वजनं कृष्ण युयुत्सुं समुपस्थितम् ॥ १.२८ ॥
सीदन्ति मम गात्राणि मुखं च परिशुष्यति ।
वेपथुश्च शरीरे मे रोमहर्षश्च जायते ॥ १.२९ ॥पदच्छेदो (सन्धिच्छेदः) विभक्तिपरिच्छेदः पदार्थो व्युत्पत्तिश्च
अर्जुनः 1/1m – Arjuna; उवाच III/1, 2P√वच् (वच, परिभाषणे), लिट् लकारः, VA (कर्तरि प्रयोगः) – ele disse:
दृष्ट्वा Ø 1P√दृश् + क्त्वा – tendo visto, vendo; इमं 2/1m सर्वनाम, इदम् शब्दः – este; स्वजनं 2/1m – minha gente (स्वस्य जनः स्वजनः, तम्); कृष्ण 8/1m – ó Kṛṣṇa; युयुत्सुं 2/1m – desejoso de lutar (योद्धुम् इच्छुः) युयुस्तुः, तम्); समुपस्थितम् 2/1m, सम्-उप-1P√स्था + kta – presente, reunidos, estacionados; सीदन्ति III/3 1P√सद् – fraquejam; मम 6/1 सर्वनाम, अस्मद् शब्दः – meus; गत्राणि 1/3n – membros; मुखं 1/1n – boca; च Ø – e; परिशुष्यति III/1, परि-4P√शुश् – seca, está seca; वेपथुः 1/1m – tremor; च Ø – e; शरीरे 7/1n – no corpo; मे – meu; रोमहर्षः 1/1m – eriçar dos pelos; च Ø – e; जायते III/1, 4A√जन् – nasce, surge.अन्वयः
अर्जुनः उवाच ।
इमं युयुत्सुं समुपस्थितम् स्वजनं हे दृष्ट्वा कृष्ण मम गात्राणि सीदन्ति मुखं च परिशुष्यति मे शरीरे वेपथुश्च रोमहर्षश्च जायते ॥
V.1.28 e 1.29 – Arjuna disse: Ó Kṛṣṇa, tendo visto esta minha gente aqui presente (e) desejosa por combater, os meus membros fraquejam, a minha boca seca, surge (um) tremor no meu corpo e os (meus) pelos ficam eriçados.Paulo Abreu Vieira
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ज्योतिष – JYOTIṢA – Pancha Mahāpuruṣa Yogas
Os yogas são combinações especiais dos grahas (planetas) num mapa astrológico, que
se traduzem em resultados bem específicos. Existem inúmeros yogas descritos nos
textos clássicos, agrupados por categorias, que auxiliam o astrólogo na sua análise e
que são de extrema importância para a compreensão de muitos aspetos essenciais de
um mapa natal.
Os Yogas, ou configurações astrológicas mais relevantes são:- Rāja Yogas: revelam eminência, poder, capacidade de liderança, fama;
- Dhana Yogas: outorgam riqueza;
- Daridra Yogas: configurações que revelam pobreza;
- Pravrajya Yogas: configurações de renúncia;
- Chandra Yogas: combinações especiais envolvendo a lua;
- Sūrya Yogas: combinações especiais envolvendo o sol;
- Nābhāsa Yogas: configurações gerais de um mapa;
- Viśeṣa Yogas: configurações especiais de um mapa;
- Ayur Yogas: configurações de longevidade.
No entanto, existe uma categoria de yogas, os pancha mahāpuruṣa yogas, que são de
extrema importância e, que, quando presentes num mapa natal, revelam o nascimento
de uma “grande alma”.
Estes yogas acontecem quando Marte, Saturno, Vénus, Mercúrio e Júpiter se
encontram no(s) seu(s) próprio(s) signo(s) ou signo de exaltação e estão posicionados
numa casa angular a partir do ascendente: casas 1, 4, 7 ou 10.Consoante o graha em questão, teremos os seguintes yogas e respetivos efeitos:
Ruchaka Yoga
Este yoga forma-se quando Maṅgala (Marte) ocupa um kendra (casa angular: 1,4,7 e
10) e se situa nos signos de áries, escorpião ou capricórnio.
Ruchaka significa algo brilhante e afiado. A pessoa que nasce com este yoga terá uma
face longa, força, entusiamo, vigor, um temperamento forte e impetuoso, será bravio
e vencerá os seus inimigos. Será um líder natural, gostará de lutas e desafios. Terá uma
personalidade atraente, será meritoso e virtuoso, competitivo e dominador. Poderá
também revelar um lado mais cruel e arrogante. Será corajoso, instruído e devoto.
Exemplos de personalidades com este yoga: Adolf Hitler; Henry David Thoreau.
Bhadra Yoga
Este yoga forma-se quando Budha (Mercúrio) ocupa um kendra (casa angular: 1,4,7 e
10) e se situa nos signos de virgem e gémeos.
Bhadra significa abençoado, próspero. A pessoa que nasce com esta configuração será
esplendorosa como um leão, valente, próspera, longeva, instruída, dotada de inúmeras
capacidades intelectuais, valente, correto, gracioso, polido, culto, versado no
conhecimento, eloquente, independente, dedicado à família, rico e também dado aos
prazeres e sensualidade. Terá uma bela aparência e um andar majestoso.
Exemplos de personalidades com este yoga: Arnold Schawaerzenegger; Bill Gates.
Hamsa Yoga
Este yoga forma-se quando Guru (Júpiter) ocupa um kendra (casa angular: 1,4,7 e 10) e
se situa nos signos de câncer, sagitário e peixes.
Hamsa é um cisne, símbolo de pureza e de discernimento. A pessoa que nasce com
esta configuração terá um corpo bonito. Será longevo e deterá uma grande força
espiritual e pureza. Terá inteligência, eloquência, reverência, instrução, grande mérito,
devoção às tradições e aos mais velhos, versado no conhecimento, benevolente,
religioso, gozará de prazeres, será respeitado por todos e alcançará um cargo elevado.Exemplos de personalidades com este yoga: Steve Vai; Sri Aurobindo.
Malavya Yoga
Este yoga forma-se quando Śukra (Vénus) ocupa um kendra (casa angular: 1,4,7 e 10) e
se situa nos signos de touro, libra e peixes.
Malavya é uma guirlanda, símbolo de beleza. A pessoa que nasce com esta
configuração será bela, elegante, com traços finos e proporcionais. Será rica, possuirá
bens e desfrutará de muitos prazeres ao longo da vida. Casará e terá filhos, será
próspera, culta, instruída. Gozará de saúde, será renomada e famosa.
Exemplos de personalidades com este yoga: Princesa Diana; Albert Einstein.
Śaśa Yoga
Este yoga forma-se quando Śani (Saturno) ocupa um kendra (casa angular: 1,4,7 e 10)
e se situa nos signos de capricórnio, aquário e libra.
Śaśa é um coelho, com a sua natureza ativa e rebelde. A pessoa que nasce com esta
configuração gosta de movimento, de vaguear, sente-se confortável em florestas,
bosques, montanhas. Apresenta um corpo belo e forte. Terá um espírito livre, será
dotado de inteligência, será valente, bravio, forte, viril, será um líder apreciado pelos
outros, será meritoso e hábil nas suas tarefas. Terá poder e fama. Conhece as
fraquezas dos outros e poderá ser crítico e cruel.
Exemplos de personalidades com este yoga: Marilyn Monroe; Barack Obama.Hari Om
Maria João Coelho
Foto – Fonte: https://blog.cosmicinsights.net/ -
आयुर्वेद – Āyurveda – Especiarias para melhorar a digestão
O processo de digestão começa quando pensamos na comida. Cores, aroma, textura e sabor alteram a nossa experiência de consumo e de assimilação. Desta forma as especiarias melhoram o sabor da comida. São uma parte essencial da “alimentação ayurvédica” e devido às suas qualidades medicinais podem ser usadas para equilibrar os doṣas, aumentar a digestão, absorção de nutrientes, circulação, etc.
Sendo a digestão um elemento central em questões de saúde e doença ficam aqui algumas especiarias que devem fazer parte de qualquer cozinha pois tem o potencial de ajudar na digestão ao mesmo tempo que ajudam a trazer sabor à comida.
CARDAMOMO
É considerado um excelente digestivo, especialmente benéfico na redução do inchaço e gases intestinais.
É excelente para equilibrar kapha, principalmente no estômago e nos pulmões. Também é útil para pacificar vāta. As sementes são frequentemente mastigadas para refrescar o hálito.
CANELA
É frequentemente usado em preparações de ervas ayurvédicas para aumentar a bio disponibilidade de outras ervas.
É excelente para pacificar Kapha e bom para equilibrar vāta também. Tende a aumentar pitta.
No Āyurveda, a canela é usada para equilibrar a digestão e pacificar distúrbios estomacais. Combinado com outras ervas e especiarias quentes, como gengibre e pimenta preta, pode ser fervido em um chá de ervas para aliviar o desconforto associado a constipações.
CRAVINHO
Considera-se que o cravinho melhora a circulação, a digestão e o metabolismo e ajuda a combater distúrbios estomacais, como gases, inchaço e náusea. Muito usado em ingrediente em produtos de higiene bucal para promover a saúde dos dentes e refrescar o hálito.
O cravo tem sabores picantes e amargos. O cravo ajuda a pacificar vāta e kapha e aumenta pitta.
SEMENTES DE COENTRO
é uma especiaria tridoṣa muito apreciada na Āyurveda. É um tempero refrescante e tem sabores doces e adstringentes. Os textos Āyurvédicos sugerem que é bom para a digestão, abre o apetite, ajuda a combater alergias e também ajuda a purificar o sangue.
COMINHO
especiaria aromática ligeiramente aromática e picante, ajuda na digestão e na secreção de sucos digestivos. Ajuda a eliminar as toxinas do corpo. Melhora o intelecto, alivia kapha, acção antioxidante.
GENGIBRE EM PÓ
é um tempero quente, de sabor picante. Ajuda a pacificar vāta e kapha e aumenta pitta. Está incluído em muitas formulações ayurvédicas devido às suas propriedades curativas. É útil para ajudar na digestão, aumentar o apetite, pacificar distúrbios estomacais e manter a saúde das articulações e do sistema respiratório.
PIMENTA PRETA
É considerado um importante tempero. É um ingrediente essencial em muitas formulações ayurvédicas. Possui propriedades de limpeza e antioxidante e ajuda a transportar os benefícios de outras ervas para diferentes partes do corpo.
É excelente para pacificar kapha e vāta e aumenta pitta. Ajuda a melhorar a digestão e a circulação de nutrientes, estimula o apetite e ajuda a manter a saúde do sistema respiratório e das articulações.
Ricardo Barreto
Terapeuta de Ayurveda
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ज्योतिष – JYOTIṢA
Natureza das nakṣatras
Tal como já referido em edições anteriores, tanta a fase lunar como o posicionamento da lua
em determinada nakṣatra *, são de extrema relevância para a tomada de melhores decisões
no nosso dia a dia, tal como a eleição de dias propícios para a realização de rituais (como
casamentos e outros eventos relevantes) e início de atividades específicas e momentos mais
auspiciosos para certas atividades (astrologia eletiva ou Muhūrta).
*Nakṣatras são vinte e sete asterismos que foram descritos na antiguidade, nos Vedas, tendo
por base o ciclo sideral lunar de 27,321 dias. Na mitologia, as nakṣatras são considerados as
noivas de Chandra, o deva que preside a Lua e que, por ser inquieto e lascivo, cada dia deita-se
com uma das suas esposas, percorrendo, desta forma, os 27 nakṣatras ao longo de um mês.
Existem nakṣatras mais favoráveis ou desfavoráveis para determinados assuntos/eventos.
Desta forma, é imprescindível conhecer a natureza essencial das nakṣatras. Desta forma,
quando a lua transita por:
-Natureza dhṛuva (estável): Rohini, Uttaraphalguni, Uttarashada e UttaraBhādrapadā –
favorável para tudo o que queremos que seja de longo prazo, estável e durável, tal como
casamentos, construções, estabelecimento de fundações, mudança de habitação, novos
negócios e atividades, parcerias, agricultura.
-Natureza mṛdu (suave): Chitra, Mrigashīrsha, Anuradha e Revati – favorável para atividades
leves, lazer, viagens, atividades artísticas, convívios, atividade sexual, prazeres,
entretenimento.
-Natureza laghu (leve) e kṣipra (rápido): Ashvini, Pushya e Hasta – favorável para iniciar
atividades auspiciosas, novos negócios, viagens, atividades de cura, aprendizagem.- Natureza chara (móvel): Punarvasu, Svati, Shravana, Shatabhisha e Dhanishta – favoráveis
para tudo o que implique movimento e mudanças (impermanência), viagens, rotinas diárias,
compras, veículos. - Natureza tīkṣṇa (severo; afiado): Ardra, Āshleshā, Jyeshtha e Mula – favorável para tudo o
que é desagradável, tal como resolução de questões complexas, legais, lidar com inimigos,
lidar com energias de medo, ir à raiz dos problemas.
-Natureza ugra
(feroz):Bharani,Maghā,PūrvaPhalgunī,PurvaAshada,PurvaBhādrapadā,favorável para
destruição e atividades difíceis ou cruéis.- Natureza mṛdutīkṣṇa (misto de suave e agudo): Krittika e Vishakha: possuem energias
mistas. Nada de muito relevante deve ser iniciado nos dias em que a lua transita por elas.
Abaixo apresento a listagem dos nakṣatras, com a sua distribuição longitudinal ao longo dos
rāśis (signos) e o deva/devī relacionado a cada um deles.Existem alguns sites e aplicações que podem ser instaladas e consultadas diariamente e
verificar qual a fase lunar e em qual nakṣatra a lua transita nesse dia, de forma a aproveitar a
energia de cada momento da melhor forma possível.
Ficam aqui algumas sugestões:- https://www.cosmicinsightsshop.com/collections/apps
- https://align27.com/
- https://www.drikpanchang.com/
De qualquer forma, existem outros parâmetros igualmente importantes na eleição de um
dia/momento mais propício para determinada atividade, inclusive observando e cruzando
informação com o próprio mapa natal da pessoa em questão. Assim, para assuntos realmente
mais importantes, é sempre preferível recorrer à opinião de um astrólogo profissional, que
poderá dar uma orientação mais elaborada e mais precisa dependendo de cada situação
específica.
Nota: Para melhor entendimento de alguns conceitos aqui presentes, aconselho a leitura dos
artigos presentes nas edições anteriores da Mukti.Imagem – Fonte: https://www.astrosage.com/nakshatra/
Maria João Coelho - Natureza chara (móvel): Punarvasu, Svati, Shravana, Shatabhisha e Dhanishta – favoráveis