Escrita e(m) partilha

O tema desta semana é a citação do Professor:
"O mundo é tão real como o mundo dos teus sonhos"

O MUNDO

Sinto o mundo em mim
quando contemplo o conhecimento.
Como se a sabedoria nele contida me abraçasse
e envolvesse no seu âmago.
Sem perder o foco,
a par e passo construo o caminho..
E nesse trilho,
as minhas sugestões
e vivências se entrelaçam.
E quiçá os meus sonhos,
alicerçados em consciência,
serão realizados e vívidos.

Aluna: Carla Santos

A REDESCOBERTA

Vemos o mundo como uma enormidade
Uma grandiosidade
Pleno de diferenças
Através de referências paisagísticas
E preconceitos humanistas

E corremos
Por ele em busca da realização
Não compreendendo que esta
É a nossa limitação

Vivemos nesta prisão
Das experiências
Dos desejos
Ansiando pela satisfação

E em momentos de desilusão
Olhamos-nos ao espelho
Achamos que somos apenas nós
Que o mundo está contra nós

O ensinamento vem
Faz-nos esfregar no vidro sujo
Faz-nos refletir nesta poeira que nos encobre
Há uma descoberta
Há uma redescoberta
Que esta realidade
Não passa de uma fantasia

De atores
Passamos a ser unicamente os espectadores
Desta grande magia!

Aluna: Susana Santos

SENTINDO OS CAMPOS

Eu sei que estou a sonhar,
sentindo os campos floridos no meu caminhar.

É a minha mente que está a se projetar, pois o amor maior parece tão longe de alcançar.

A beleza e as cores se revelam na luz do meu olhar.
O vento suave contribui com um leve acariciar.

À terra e as flores estão a exalar, fragrâncias exóticas que o olfato está a interpretar.
E muitos seres estão a desfrutar, do orvalho que em muitas folhas estão a derramar.

Eu ouço os pássaros que estão a cantar, melodia agradável para o meu sonhar.

Eu me ajoelho para recitar o mantra sagrado que com o japamala eu estou a contar.

Todos que amo estão a se reunir no fogo sagrado vindo de mim.

O mundo denso da minha projeção mental, revelando a força e poder total.

E quando a matéria eu quero transcender, eu me transfiro para o plano sútil onde também está o meu Ser.

E o azul índigo que na minha aura há,
preenche todo o céu estelar.

O meu corpo sútil está a levitar,
e mais um sonho eu estou a criar.

Quantos sonhos teremos que viver?
no denso e sútil que está a nos envolver.

O conhecimento irá revelar
todo mistério que o espírito necessita para o seu despertar.

Dualidade e divisão
são diretrizes que não nos permite ver,
a totalidade que é o nosso Ser.

Mas mesmo no sonho não deixe de perceber, o amor no seu cardio agraciando-te.

Aluna: Aildes Andersen

TEATRO

Num ontem tão distante
fiz-me atriz
apenas para ser parte desta peça levada a cena no palco chamado vida.

Em cada ato dou corpo
a personagens diversos.

Fui poeira, gás, bactéria,
peixe, inseto, dragão.
E à medida que aprendia
e mais crescia como atriz foram-me dados papéis que mais exigiam de mim.

Fiz de homem das cavernas, de rei, rainha, mendigo, órfã, ladrão, meretriz.

Fui cientista, cantora, compositor, astronauta, bailarina e juiz.

Dei-me de corpo e alma
a cada história contada.
Verti lágrimas, soltei gargalhadas, fui feliz e infeliz.

Aqui e ali
permiti-me um improviso
que julguei improvisar.
E é tão intensa
cada minha interpretação que chego até a esquecer que fui eu
quem escreveu o guião.

E ao apagar
das luzes da ribalta,
como quem vira costas à imagem espelhada,
saio de cena sem me deixar tocar por nada.

Aluna: Adelina Carvalho

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