Escrita e(m) partilha

O tema desta semana é a palavra citação do Professor:

O PERFEITO CRIADOR

A natureza está sempre a revelar,
a infinitude do amor de quem tudo está a criar.

A beleza está espalhada em toda criação, desde o menor Ser e se estende por toda imensidão.

Pare e preste atenção e irá se surpreender,
com os pequenos e grandes detalhes que Brahman está a ofertar você.

Não importa para onde estás a olhar, através da natureza o infinito irá sempre se mostrar.

Brahman o exímio pintor, poeta, musico, arquiteto, engenheiro, o perfeito Criador.

Generosidade, amor e compaixão, tudo isso identifico observando a natureza na sua harmonia e perfeição.

A natureza é a minha identidade espiritual,
é o meu Ser total.
É onde tesouros do Reino eu estou a contemplar.
Aceito, recebo e a gratidão eu estou a emanar.

Este é o mundo original, o novo horizonte no seu potencial total.
E na calmaria eu posso sentir a infinitude em mim.

Aluna: Aildes Andersen

ESPAÇO

Percorro cada espaço
do espaço dentro e fora de mim.

Viajo no meu corpo
e cruzo-me com a beleza
da manifestação da vida pulsando.

Células que se dão as mãos e criam rendilhados diversos
e cada rendilhado serve uma causa maior, única, ímpar.

Observo cada órgão,
cada músculo, cada tecido.

Um universo perfeito que,
como um lar,
existe apenas para me acolhe.

Emerge em mim
um sentimento pleno de gratidão.

Olho para fora e vou.
Percorro um novo espaço, também ele chamado lar.

Um outro corpo que acolhe este corpo
e os corpos de quem
escolhi e de quem pari.

Quantas memórias, risos,
brincadeiras, eu e estas paredes, partilhamos, recordamos.

Tu abres as portas
num gesto de boas-vindas a quem chega e abre-las, como mãe que liberta e abençoa, a quem parte.

Mas às vezes
vem de ti um certo lamento de saudades de outros tempos.

E eu digo.
Não lamentes,
tu não és um espaço
que só serviu.
Tu és a história
de quem em ti viveu.

E ficamos abraçadas
e de novo aquele sentimento de gratidão nos invade.

Abro as janelas
e vejo para além.
Onde há mais espaço
a percorrer, mais lar para acolher.

Este esférico lar
tão belo, tão doce, tão quente e nós somos tantos, tão diversos
na espécie e na forma,
na cor e no som.
E as histórias que ele conta nem sempre são de amor, muitas vezes são de dor.

Então ergo os olhos
ao céu e há espaço
sem fim.

Deixo que a imaginação me leve ao encontro de outros lares
ao encontro de outros irmãos
sabendo que o finito não passa de uma ilusão.

Aluna: Adelina Carvalho

Árvore sábia

Oh árvore olho para ti
E vejo-te tão centrada
Tão enraizada!
Tão profundas vão essas raízes
Quanto esta existência
Equânimes às experiências
Aguentas tempestades
Permaneces firme
Aos ventos das mudanças
Com essa resiliência determinada
És uma inspiração

Observas como espectadora
Sem julgar
Sem criticar
As personagens que te rodeiam
Que nem reparam em ti
Permaneces inalterada
Continuas o teu dever
De servir esta natureza cíclica
Mudando a cada estação, o teu vestido
Sem nunca perder essa beleza
Pareces uma fortaleza

Observo-te com admiração
Em ti vejo a infinitude
Entendo que posso ser como tu
Que um dia poderei deixar de buscar
E apreciar
Contemplar
reconhecer
A completude que já sou!

Aluna: Susana Santos

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