• Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é uma fotografia:
    
    

    MAR

    Mar,
    tu és água e este corpo que me contem é feito
    quase todo de ti.

    Foi de ti que vim.
    Foi em ti que a vida
    se fez vida
    e por isso és pai.

    Tenho em mim o teu
    ADN e em tanto me assemelho, me revejo em ti.
    Tal como tu
    vivo dias de harmonia
    quase perfeita e dias de
    desarmonia quase imperfeita.

    Mas como eu gosto
    de te olhar.
    Entrar em ti quando estás feliz.
    refrescar-me em ti,
    ouvir a tua canção
    de encantar.
    E eu sei que não é por mal quando nos dias em que és infeliz abres os braços e nos levas para um sono que não imaginávamos.

    O quanto eu gosto de me sentar a ver o teu espraiar numa atitude
    que não sei se de preguiça ou de caricia
    e sentir os teus lábios quando me vens beijar os pés.

    Como eu gosto de olhar
    para além do horizonte.
    Viajar no tempo, sonhar os sonhos, percorrer no teu corpo os caminhos dos marinheiros que se deixaram levar por ti e nos trouxeram outros que não sabíamos existir.

    E sem que saibas, na tua grandeza e generosidade refletes em ti esse outro mar, chamado céu, que, como nas palavras do poeta, anseia por uma nova nau da descobertas.

    Aluna: Adelina Carvalho

    MAR CÓSMICO

    Eu estou a observar o mar
    na infinitude do azul que preenche o meu globo ocular.

    A tranquilidade o mar está a transmiti, me transportando para o estado de Samadhi.

    Agora é o mar cósmico que está a me envolver,
    penetrando pelos os meus olhos e atravessando o meu Ser.

    Eu sinto a desconstrução, pois estava nadando num mar de ilusão.

    A dor eu tenho que atravessar,
    pois não é fácil desapegar.

    O falso está a se desmanchar e nesse momento eu sinto a eternidade chegar.

    Eu me alegro para o que restou,
    à sublime essência que
    se ativou.

    Aluna: Aildes Andersen

    SENTINDO OS CAMPOS

    Eu sei que estou a sonhar,
    sentindo os campos floridos no meu caminhar.

    É a minha mente que está a se projetar, pois o amor maior parece tão longe de alcançar.

    A beleza e as cores se revelam na luz do meu olhar.
    O vento suave contribui com um leve acariciar.

    À terra e as flores estão a exalar, fragrâncias exóticas que o olfato está a interpretar.
    E muitos seres estão a desfrutar, do orvalho que em muitas folhas estão a derramar.

    Eu ouço os pássaros que estão a cantar, melodia agradável para o meu sonhar.

    Eu me ajoelho para recitar o mantra sagrado que com o japamala eu estou a contar.

    Todos que amo estão a se reunir no fogo sagrado vindo de mim.

    O mundo denso da minha projeção mental, revelando a força e poder total.

    E quando a matéria eu quero transcender, eu me transfiro para o plano sútil onde também está o meu Ser.

    E o azul índigo que na minha aura há,
    preenche todo o céu estelar.

    O meu corpo sútil está a levitar,
    e mais um sonho eu estou a criar.

    Quantos sonhos teremos que viver?
    no denso e sútil que está a nos envolver.

    O conhecimento irá revelar
    todo mistério que o espírito necessita para o seu despertar.

    Dualidade e divisão
    são diretrizes que não nos permite ver,
    a totalidade que é o nosso Ser.

    Mas mesmo no sonho não deixe de perceber, o amor no seu cardio agraciando-te.

    Aluna: Aildes Andersen

    Em azul

    Envolvida na imensidão,
    submersa na procura interior,
    assina o azul inteiro.
    Inteiro em tonalidades variadas…
    Dividido na massa que forma a sua estrutura…
    E tal como não sendo o mar
    mas sim a água enformada,
    sinto-me uma onda deslizante na vida.
    Por vezes à superfície,
    momentaneamente em mergulho inspirador…
    Assim em equilíbrio nas marés,
    com a distância devida
    para contemplar o todo…
    O todo que sou no todo que existe!

    Aluna: Carla Santos

    Mar de conhecimento

    Como é doce mergulhar
    Nesse mar de conhecimento
    Que de início parece um oceano
    Infinito comparado as nossas proporções

    Que doces visões
    E percepções
    Que nos deixam sem ar
    A medida que vamos descendo
    E morrendo

    Algo em nos parece querer interromper o mergulho
    Talvez seja aquela parte chamada orgulho
    Ou vários outros pequenos eus
    Que teimam em persistir
    Mas é irresistível o prosseguir

    Somos sutilmente levados
    pelas palavras do mestre
    Que nos mostra que não há o que temer
    Porque lá no fundo
    Tudo que existe é você

    Aluna: Licia Medeiros

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é a citação do Professor:
    "O mundo é tão real como o mundo dos teus sonhos"
    
    

    O MUNDO

    Sinto o mundo em mim
    quando contemplo o conhecimento.
    Como se a sabedoria nele contida me abraçasse
    e envolvesse no seu âmago.
    Sem perder o foco,
    a par e passo construo o caminho..
    E nesse trilho,
    as minhas sugestões
    e vivências se entrelaçam.
    E quiçá os meus sonhos,
    alicerçados em consciência,
    serão realizados e vívidos.

    Aluna: Carla Santos

    A REDESCOBERTA

    Vemos o mundo como uma enormidade
    Uma grandiosidade
    Pleno de diferenças
    Através de referências paisagísticas
    E preconceitos humanistas

    E corremos
    Por ele em busca da realização
    Não compreendendo que esta
    É a nossa limitação

    Vivemos nesta prisão
    Das experiências
    Dos desejos
    Ansiando pela satisfação

    E em momentos de desilusão
    Olhamos-nos ao espelho
    Achamos que somos apenas nós
    Que o mundo está contra nós

    O ensinamento vem
    Faz-nos esfregar no vidro sujo
    Faz-nos refletir nesta poeira que nos encobre
    Há uma descoberta
    Há uma redescoberta
    Que esta realidade
    Não passa de uma fantasia

    De atores
    Passamos a ser unicamente os espectadores
    Desta grande magia!

    Aluna: Susana Santos

    SENTINDO OS CAMPOS

    Eu sei que estou a sonhar,
    sentindo os campos floridos no meu caminhar.

    É a minha mente que está a se projetar, pois o amor maior parece tão longe de alcançar.

    A beleza e as cores se revelam na luz do meu olhar.
    O vento suave contribui com um leve acariciar.

    À terra e as flores estão a exalar, fragrâncias exóticas que o olfato está a interpretar.
    E muitos seres estão a desfrutar, do orvalho que em muitas folhas estão a derramar.

    Eu ouço os pássaros que estão a cantar, melodia agradável para o meu sonhar.

    Eu me ajoelho para recitar o mantra sagrado que com o japamala eu estou a contar.

    Todos que amo estão a se reunir no fogo sagrado vindo de mim.

    O mundo denso da minha projeção mental, revelando a força e poder total.

    E quando a matéria eu quero transcender, eu me transfiro para o plano sútil onde também está o meu Ser.

    E o azul índigo que na minha aura há,
    preenche todo o céu estelar.

    O meu corpo sútil está a levitar,
    e mais um sonho eu estou a criar.

    Quantos sonhos teremos que viver?
    no denso e sútil que está a nos envolver.

    O conhecimento irá revelar
    todo mistério que o espírito necessita para o seu despertar.

    Dualidade e divisão
    são diretrizes que não nos permite ver,
    a totalidade que é o nosso Ser.

    Mas mesmo no sonho não deixe de perceber, o amor no seu cardio agraciando-te.

    Aluna: Aildes Andersen

    TEATRO

    Num ontem tão distante
    fiz-me atriz
    apenas para ser parte desta peça levada a cena no palco chamado vida.

    Em cada ato dou corpo
    a personagens diversos.

    Fui poeira, gás, bactéria,
    peixe, inseto, dragão.
    E à medida que aprendia
    e mais crescia como atriz foram-me dados papéis que mais exigiam de mim.

    Fiz de homem das cavernas, de rei, rainha, mendigo, órfã, ladrão, meretriz.

    Fui cientista, cantora, compositor, astronauta, bailarina e juiz.

    Dei-me de corpo e alma
    a cada história contada.
    Verti lágrimas, soltei gargalhadas, fui feliz e infeliz.

    Aqui e ali
    permiti-me um improviso
    que julguei improvisar.
    E é tão intensa
    cada minha interpretação que chego até a esquecer que fui eu
    quem escreveu o guião.

    E ao apagar
    das luzes da ribalta,
    como quem vira costas à imagem espelhada,
    saio de cena sem me deixar tocar por nada.

    Aluna: Adelina Carvalho

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é a palavra Auspicioso:
    
    

    SENHOR JESUS

    Tu que vieste a este mundo
    Oh fragmento unificado e louvado
    O amado entre os amados
    Pleno de consciência divina
    Bondoso, carinhoso, compassivo e majestoso
    De todos o mais auspicioso
    e o mais humilde
    Distribuíste tua graça de longo alcance, além do tempo
    Tu que venceste o nosso maior medo
    A morte
    Nos mostrando que ela não existe
    Que aquele que conhece sempre vive
    Quanto glória divina demonstraste Quantos ensinamentos valiosos
    E exemplos primorosos
    Quem nos dera seguir-los
    Vencendo nosso egocentrismo
    Enchendo nosso coração do mais puro amor
    Amor que unifica
    Que nos eleva a outra dimensão
    Onde não há escuridão
    A ti mestre, nossa eterna gratidão

    Aluna: Licia Medeiros

    SHIVA O AUSPICIOSO

    A dança cósmica vai iniciar
    Movimentos suaves
    às mãos estão a realizar

    E a comunicação ocorre através do olhar
    Beleza estonteante
    revelada na delicadeza do mobilizar.

    Sincronização sentida em sorrisos
    que a alma está a tocar,
    luzes reluzindo
    no céu estelar.

    Desnuda em uma fracção
    O fogo queimou os véus da ilusão.

    Morte e destruição
    Vida e reconstrução
    Morro para em ti renascer Auspicioso Shiva habita o meu Ser.

    A dança está a acelerar no círculo de fogo que irá me libertar.

    Na melodia o som do tambor
    designando onde há muita dor.

    E o fogo continua a queimar, toda a parafernália que está a me rodear.

    Eu com o Shiva
    Eu sinto a fusão
    Na unidade, Universo cósmico e na imensidão.

    Eu quero me libertar
    e voar bem alto no meu levitar.

    Auspicioso Shiva que a dança está a conduzir
    Deixe o silêncio a mim possuir

    E de repente eu nada e tudo Sou
    partículas espalhadas
    Do grande amor.

    Aluna: Aildes Andersen

    A VIDA

    Auspiciosa é a vida
    Seguindo seu curso
    Prosperando seus frutos
    Abundante para aqueles
    Que aprendem a desfrutar

    Auspiciosa é a vida
    Que sem esperar convida
    A admirar seus encantos
    A dançar seu balanço
    Para lá e para cá

    Auspiciosa é a vida
    Desenhando seus ciclos
    Contando sua história
    Que parece ser nova
    A cada despertar

    Auspiciosa é a vida
    Que contrai e expande
    Pulsando magia
    Para todos os sentidos
    Simplesmente explorar

    Auspiciosa é a vida
    A causa da vida
    A vida da vida
    A vida que faz
    Toda vida brilhar

    Aluna: Juliana Giarola

    EXISTIR

    Perdemo-nos do tempo e de nós
    procurando no futuro
    tudo aquilo que é já aqui.

    Trancamo-nos no medo de viver tentando antever o quão auspicioso o amanhã será.

    Até que um dia acordamos.
    Abrimos as janelas, escancaramos as portas,
    deixamos a luz do sol entrar e as sombras vão-se desvanecendo.

    Percebemos que o Cálice tinto de sangue,
    que queríamos afastar,
    é o remédio amargo
    que nos vai salvar.

    Que afinal
    não caminhamos sós.
    As pegadas de todos os peregrinos, são as marcas dos nossos pés
    que nos levam a Santiago, Jerusalém, Meca, a mergulhar no Ganges, a tocar o teto do mundo nos Himalaias tibetanos.

    Ajoelhamo-nos em cada templo e veneramos todas as faces do Pai.

    Sentimos em nós
    o milagre do ínfimo e do infinito.
    O amor sem condição.
    O estar em todo o lado
    sem estar em lado algum.
    E sabemos que nada é mais auspicioso do que simplesmente Existir.

    Aluna: Adelina Carvalho

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é uma fotografia:
    
    

    ALVOR

    A claridade primeira,
    contemplada em inocência,
    com o horizonte espraiando o olhar e a mente.
    Suavemente caminhando,
    tendo consciência da envolvência, percebendo a nossa integração na verdade!
    As ferramentas que nos chegam com o conhecimento permitem a clara serenidade e a gestão das emoções.
    E o que é essa serenidade?
    Simplesmente a leveza do saber ser em plena consciência.

    Aluna: Carla Santos

    LUMINOSIDADE CRESCENTE

    A ensolarada luz vai avançando
    Vai trilhando caminho
    Sobrepondo-se a esta cinzenta ignorância
    Que ainda existe
    E persiste

    Esta brilhante luminosidade
    Avança a passos lentos
    Mas canta aos quatro ventos

    Que o tempo é o seu fiel amigo
    Que nada a fará parar
    Movida pela força das preces
    Pelo desejo vincado
    De mergulhar fundo
    No oceano do conhecimento

    Escutamos esta canção que nos envolve
    Graciosa e confiante
    E soltamos um suspiro sorridente
    De gratidão eterna!

    Aluna: Susana Santos

    RA O SOL

    RA Luz da vida que faz a distribuição, das energias cósmicas, que me põe em ascensão.
    E o prana está a percorrer pelo Sahasrara divinizando o meu Ser.

    RA com os seus raios dourados penetra em meu chakra Ajna, ativando a minha intuição e me deixando conectada com todos os seres da criação.

    RA que bom senti-lo assim no chakra Vishuddha, melhorando a minha fala e toda a minha comunicação, possibilitando o discernimento em toda minha forma de expressão.

    RA tu és puro amor no Anahata.
    Eu sinto a expansão no pulsar do meu cardio, aumentando o meu vigor e a força de atração.
    Que linda relação, recebendo amor e fazendo doação!

    RA tu também és destruidor!
    No meu chakra Manipura
    Pois adentra o meu plexo e faz uma seleção, limpando as emoções negativas que prejudica a minha vibração.

    RA que calor bom de senti
    Quando estás no svadhisthana, celebro a força notável do viver
    E da sensualidade feminina que está a revelar-me.
    E na criatividade eu estou a navegar, energia kundalini a se movimentar.

    RA tu traz firmeza para o meu chão, no meu plexo Muladhara atua com um imenso clarão.
    Eu sigo com fé e segurança os caminhos que estou a percorrer, desenvolvendo boas atitudes e amadurecendo o meu Ser.

    Aluna: Aildes Andersen

    DESPERTAR

    Quis ter nascido
    já feita flor,
    banhada pela luz do sol
    em pleno verão ameno.

    Sem chuvas nem trovoadas,
    geadas das madrugadas,
    sem frio de noites densas.
    Nascer adulta e sábia,
    sem nada que perturbasse.
    Mas nasci feita semente,
    com tanto e tanto pela frente… …

    Desbravei, a custo, a terra e com medo, lá consegui espreitar e vi, pela primeira vez, o sol raiar.

    A chuva matou-me
    a sede,
    o frio tornou-me forte
    e o vento flexível

    Venci batalhas que travei com ervas que me sufocavam.

    Fiquei adulta
    e dei sementes
    que se tornaram flores

    Hoje,
    humildemente estou grata por ser todo o processo e não só o final.

    Por ter sentido
    a timidez do amanhecer.
    O fulgor da força do meio-dia
    e viver a ternura do meu anoitecer.

    Estou grata por neste poema, que é a vida,
    ser cada e todos os versos por escrever e que já existem.

    Aluna: Adelina Carvalho

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é a palavra o seguinte verso da Bhagavdgītā
    
    
    V.7.1 – Śrībhagavān (o Senhor Kṛṣṇa) disse: Ó Pārtha (Arjuna), praticando yoga (foco da mente), com a tua mente fixada em mim, tendo-me como o único refúgio, ouve este método pelo qual, sem dúvida, me conhecerás completamente
    
    

    O TRILHO DO CONHECIMENTO

    Entre caminhos dispersos
    Entre Passos hesitantes
    De dúvidas constantes
    Andámos

    Estradas de terra com pedregulhos
    Encontrámos
    Pisámos
    Superámos os obstáculos da mente
    Saltámos as barreiras do inconsciente

    Num rasgo de sorte
    O universo agraciou-nos com esta
    Luz
    De conhecimento vasto
    Nefasto para as teias da ignorância
    Derrubou muros que nos toldavam
    Esta visão tão clara
    De quem somos
    De que já somos

    Então o caminho é só um
    Determinação
    Foco
    Persistência
    Resiliência

    Pisando agora com uma humilde leveza
    Ao som da música doce
    De melodia sábia
    Com o mestre como nosso maestro
    Sabemos que seguiremos
    sempre no trilho certo
    Até ao destino final!

    Aluna: Susana Santos

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é a palavra Discernimento:
    
    

    DISCERNIMENTO

    É muito importante na nossa jornada espiritual irmos desenvolvendo algumas virtudes que irão auxilia-nos para a chegada no nosso objetivo; o conhecimento do SER(Atma).
    O discernimento é uma virtude fundamental no processo de ascensão, pois nos ajudará a diferenciar as verdades de meias verdades ou ilusões. Muitas vezes estamos vagando no passado ou nos projetando no futuro, sendo que essas dimensões ilusórias de tempo acabam por interferir no nosso instante, ocasionando uma distorção na realidade experienciada, dificultando-nós usufruir o nosso estado de presença. Com discernimento nós poderemos ver, onde a ignorância está estagnada
    no nosso Ser. E é também um requisito para a aceitação, da realidade presente que pode está gerando muita euforia ou aversão.
    Nós estamos interagindo constantemente no meio ambiente onde vivemos e somos influenciados frequentemente, vozes externas e internas a optar. Uma pessoa com discernimento terás a sagacidade necessária para obter uma compreensão geral de cada situação e ser assertivo nas suas escolhas.
    Quando nós estamos receptivos e determinados no propósito maior, nós também estaremos nos preceitos do bom senso e da lucidez.
    Pois tudo está no seu processar, fluindo naturalmente na linha do AGORA com as bençãos de īśvara.

    Aluna: Aildes Andersen

    DISCERNIMENTO

    Querido discernimento, que face você tem?
    Me parece ser a de um sujeito leve
    Sempre sorridente
    Que caminha precisamente
    E não se deixa perturbar pelas ondulações da mente.

    Ou a de um observador
    Que usa seu filtro com louvor
    E em meio a toda falácia
    Consegue extrair a verdade tão desejada.

    Serás tu parecido com o olhar aparentemente distraído
    Daquele que mesmo no meio do furacão
    Sempre encontra a solução.

    Também já ouvi dizer que tu és a espada
    Sempre afiada
    Capaz de cortar toda ilusão
    Que tenta atrapalhar nossa concentração.

    Sejas como for
    Espero tê-lo sempre comigo
    Para que diante do iminente perigo
    Me tires das garras da emoção
    Dos pensamentos iludidos
    E me impeças de cometer a ação
    Que pode me levar para longe do equilíbrio
    Que é estar sempre comigo
    Seguindo na direção da união
    Não sendo atingida
    Pelo sofrimento aparente
    Pois sou a perene semente
    Que tudo originou.

    Aluna: Licia Medeiros

    FACULDADE DE DISCERNIR

    Há critérios que nos dão capacidade para avaliar…
    Uma escolha que faz a distinção.
    A apreciação do que nos é pedido e permite
    perceber com clareza…e fazer!
    Ao estabelecer as diferenças,
    identificamos as características que em nós
    evidenciamos necessidade de iluminar.
    E por entre outras possibilidades várias,
    identificamos com propriedade o caminho a seguir.

    Aluna: Carla Santos

    DISCERNIMENTO

    És o amigo que se quer por perto
    Atento a tudo
    a todo o momento
    Sabendo sempre o errado e o certo.

    És como o juiz,
    austero na sua toga,
    senhor da verdade
    que nunca se engana
    nem se magoa.

    Quero-te a meu lado
    como só tu sabes estar
    nessa tua forma
    racional de observar

    Quero-te a meu lado,
    quase sempre
    outras vezes…
    mais atrás ou mais à frente,
    um pouco como um pai
    que nos deixa correr,
    nos deixa errar.

    Quero-te comigo
    mas…como amigo dá-me espaço.
    Preciso sentir o sabor da emoção,
    a incerteza da decisão,
    o amargo de quando não tenho razão.

    Sabes?…
    Às vezes sinto que te falta cor.
    É que o mundo não é a preto e branco.
    O mundo é cheio de tonalidades que brilham.

    Eu quero-te a meu lado,
    e tu também,
    por isso peço-te…
    deixa que seja eu
    a ir ao teu encontro,
    deixa que seja eu a dar-te a mão.

    Aluna: Adelina Carvalho

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é uma fotografia:
    
    

    Luz

    E se ao iniciar o caminho,
    Inóspito ou liso,
    Não soubermos o destino?
    Mais do que o destino,
    Não nos reconhecermos destinatário do trilho?
    Uma luz-guia nesta passagem de vida…
    Um farol do conhecimento que direciona, orienta…
    Passo a passo clareia o percurso!
    E por fim chegamos,
    E por isso em casa estaremos…
    Um rio encontrando o caminho, na fluidez da verdade, para o mar em clareza interior.

    Aluna: Carla Santos

    Terceiro olho, o farol

    O farol está a emitir
    a luz, num feixe luminoso e muitas distâncias então a atingir.

    É uma fonte de proteção que está a alertar,
    os possíveis visitantes que da costa podem se aproximar.

    E num sistema de rotação,
    detecta movimentos em toda direção.

    E como o farol o meu terceiro olho estar,
    lançando a sua luz longínqua e brilhante no meu caminhar.

    Uma clareza que me possibilita ver, as curvas, sinalizações e diretrizes que tenho a percorrer.

    E algumas vezes eu estou a detectar, acontecimentos que é lá na frente que eu vou experienciar.

    Alguns chamam isso de clarividência,
    um dom ascendido na nossa consciência.

    E as emoções estão a borbulhar, vividas através dos 5 cincos sentidos com mensagens a interpretar.

    Mas é o grande farol que vem realizando neutralizações , e através da clareza diminui a intensidade das emoções.

    Terceiro olho, o grande portal, que nos mantém conectados com o Cosmo, com o mundo astral.

    Um canal onde as energias cósmicas então a percorrer, nos fornecendo insights e iluminando o nosso Ser.

    Aluna: Aildes Andersen

    RIO

    Também tu
    nasces de dentro,
    tímido, frágil,
    tateando a medo
    o caminho que não conheces, sem saberes onde te leva.

    As margens que te vestem aprisionam-te, condicionando o teu ir.
    Vais crescendo e criando novas formas.

    Às vezes…
    juntam-se-te outros como tu
    e sentes-te mais forte
    nessa união.

    Nesse ir,
    entre serras e montanhas
    vales e planaltos,
    os desafios são tantos.

    Momentos há,
    em que não consegues mais conter as lágrimas
    que te caiem do céu.

    O teu leito já não te chega
    e soltas-te de ti
    e invades o que não é teu

    Outras vezes
    tão grande é a fúria
    que te lanças pelo ar,
    feito catarata,
    num grito alucinante de dor.

    Depois, envergonhado,
    como quem pede perdão,
    retiras-te deixando mais férteis essas margens avassaladas.

    Mas há também
    momentos de dádiva
    quando, escondido,
    viajas até te tornares lago.

    E ofereces-te
    numa serenidade
    feita espelho.
    Retendo em ti
    tudo o que te rodeia,
    te espreita.

    Pouco a pouco
    vais ouvindo o chamado
    do teu destino.

    Ao longe
    vislumbras a luz do farol
    que te diz que a viagem chegou ao fim.

    Olhas para trás e percebes que afinal
    não houve provas
    nem batalhas
    a serem vencidas
    apenas vida a ser vivida.

    Avanças e te diluís
    sem te perderes
    enquanto rio
    sem te ganhares
    enquanto mar
    apenas te encontrando
    como o que és
    somente ÁGUA

    Aluna: Adelina Carvalho

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é a palavra citação do Professor:
    
    

    O PERFEITO CRIADOR

    A natureza está sempre a revelar,
    a infinitude do amor de quem tudo está a criar.

    A beleza está espalhada em toda criação, desde o menor Ser e se estende por toda imensidão.

    Pare e preste atenção e irá se surpreender,
    com os pequenos e grandes detalhes que Brahman está a ofertar você.

    Não importa para onde estás a olhar, através da natureza o infinito irá sempre se mostrar.

    Brahman o exímio pintor, poeta, musico, arquiteto, engenheiro, o perfeito Criador.

    Generosidade, amor e compaixão, tudo isso identifico observando a natureza na sua harmonia e perfeição.

    A natureza é a minha identidade espiritual,
    é o meu Ser total.
    É onde tesouros do Reino eu estou a contemplar.
    Aceito, recebo e a gratidão eu estou a emanar.

    Este é o mundo original, o novo horizonte no seu potencial total.
    E na calmaria eu posso sentir a infinitude em mim.

    Aluna: Aildes Andersen

    ESPAÇO

    Percorro cada espaço
    do espaço dentro e fora de mim.

    Viajo no meu corpo
    e cruzo-me com a beleza
    da manifestação da vida pulsando.

    Células que se dão as mãos e criam rendilhados diversos
    e cada rendilhado serve uma causa maior, única, ímpar.

    Observo cada órgão,
    cada músculo, cada tecido.

    Um universo perfeito que,
    como um lar,
    existe apenas para me acolhe.

    Emerge em mim
    um sentimento pleno de gratidão.

    Olho para fora e vou.
    Percorro um novo espaço, também ele chamado lar.

    Um outro corpo que acolhe este corpo
    e os corpos de quem
    escolhi e de quem pari.

    Quantas memórias, risos,
    brincadeiras, eu e estas paredes, partilhamos, recordamos.

    Tu abres as portas
    num gesto de boas-vindas a quem chega e abre-las, como mãe que liberta e abençoa, a quem parte.

    Mas às vezes
    vem de ti um certo lamento de saudades de outros tempos.

    E eu digo.
    Não lamentes,
    tu não és um espaço
    que só serviu.
    Tu és a história
    de quem em ti viveu.

    E ficamos abraçadas
    e de novo aquele sentimento de gratidão nos invade.

    Abro as janelas
    e vejo para além.
    Onde há mais espaço
    a percorrer, mais lar para acolher.

    Este esférico lar
    tão belo, tão doce, tão quente e nós somos tantos, tão diversos
    na espécie e na forma,
    na cor e no som.
    E as histórias que ele conta nem sempre são de amor, muitas vezes são de dor.

    Então ergo os olhos
    ao céu e há espaço
    sem fim.

    Deixo que a imaginação me leve ao encontro de outros lares
    ao encontro de outros irmãos
    sabendo que o finito não passa de uma ilusão.

    Aluna: Adelina Carvalho

    Árvore sábia

    Oh árvore olho para ti
    E vejo-te tão centrada
    Tão enraizada!
    Tão profundas vão essas raízes
    Quanto esta existência
    Equânimes às experiências
    Aguentas tempestades
    Permaneces firme
    Aos ventos das mudanças
    Com essa resiliência determinada
    És uma inspiração

    Observas como espectadora
    Sem julgar
    Sem criticar
    As personagens que te rodeiam
    Que nem reparam em ti
    Permaneces inalterada
    Continuas o teu dever
    De servir esta natureza cíclica
    Mudando a cada estação, o teu vestido
    Sem nunca perder essa beleza
    Pareces uma fortaleza

    Observo-te com admiração
    Em ti vejo a infinitude
    Entendo que posso ser como tu
    Que um dia poderei deixar de buscar
    E apreciar
    Contemplar
    reconhecer
    A completude que já sou!

    Aluna: Susana Santos

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é a palavra Tolerância:
    
    

    TOLERÂNCIA

    A tolerância é uma virtude maravilhosa de se ter,
    Podendo ser desenvolvida com o amadurecer.

    Para chegar na tolerância é preciso transcender,
    Os muitos obstáculos que a mente egoísta está constantemente a estabelecer.

    Por isso a importância das buscas internas priorizar,
    para obter a compreensão de como na tolerância chegar.

    De anti mão já sabemos que esse atributo está a nos povoar,
    necessitando apenas a identificação realizar.

    Parece fácil, mas sabemos que não é não,
    Pois nos encontramos no coletivo, no sistema ao meio da multidão.

    Muitos caminhos a trilhar!
    Mas é o conhecimento que nos trará, a luz para a consciência iluminar,
    essa edificante virtude de cura e de bem estar.

    Aluna: Aildes Andersen

    TOLERÂNCIA

    Não és palavra
    nem sentimento.
    És magia.

    Quando, mentalmente,
    te digo propagas-te infinitamente no espaço sem passado e sem futuro, numa viagem no universo sem fim.

    Quando os meus lábios te tocam
    sinto-te redonda
    enorme balão maleável, macio que tudo contém.
    E mesmo sem braços,
    a tua flexibilidade imensa
    permite-te abraçares, aconchegares tudo o que envolves.

    És incolor
    para que através de ti
    possamos ver tudo e todos de forma transparente, clara, brilhante.

    Tens o cheiro e o sabor
    de pão a levedar,
    que sempre cresce
    para matar a fome
    de quem quer paz.
    És hóstia
    que cura os pecados do mundo.
    És amor infinito
    e eu quero sentar-me
    bem no meio de ti, inteira
    a absorver toda a tua magia

    Aluna: Adelina Carvalho

    Tolerância

    Me faz lembrar que um dia já fui criança
    Bagunceira, desastrada, barulhenta e abusada
    Até me remete à adolescência
    Sonhadora, iludida, respondona e mal ouvida
    E quando entrei na vida adulta
    Quanta loucura
    Crises de choro, estressada e sem tempo para nada
    Eu tive a sorte de ter sempre alguém que me tolerou
    E ficava me questionando como aguentou?
    Até que um dia meu sobrinho me perguntou indignado
    Como eu suporto meu gato?
    Saltitante, destruidor e desnaturado
    E a resposta veio rápida como o pensamento
    É que por ele pulsa mais alto outro sentimento
    O amor
    Quando estamos preenchidos por ele
    Por mais desagradável que seja a situação
    De alguma forma brota uma sincera satisfação
    E quando ele ocupa todo o nosso coração
    Não importa quem esteja ao lado
    Pois ele certamente será amado

    Aluna: Licia Medeiros

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana é a seguinte imagem:
    
    
    

    INVERNO

    O inverno é tempo para se recolher,
    no interior de nossas casas
    e dentro do nosso Ser.

    Os dias estão a se encurtar
    E as 3 horas da tarde
    a noite começa a chegar.

    O frio, a chuva e o vento gelado constantemente a soprar,
    E as vezes a neve branca,
    que vem suavizar,
    toda a escuridão,
    que o inverno está a anunciar.

    Agora está estação eu estou a experienciar.
    Dias frios e escuros
    Que benefícios nos traz?

    Eu penso na possibilidade de reflexão,
    de ler um bom livro,
    De se dedicar aos estudos, recitar os mantras e praticar a meditação.

    Aluna: Aildes Andersen

    Solitude

    Se o ambiente é fruto de percepções,
    mais ainda de emoções.
    Há um diferencial de alíquotas que nos preenchem,
    correndo o risco de transbordar.
    O trabalho de conclusão
    em verdade é continuo.
    Olhar para o que tenho
    demora um pouco mais,
    um simulador de voo
    que se regula.
    Inspirado no meu ponto de referência,
    parto na minha descoberta
    do que está entre a solitude e a solidão…
    Dentro deste período haverá um acréscimo de valor para o ser.

    Aluna: Carla Santos

    BRANCO IMACULADO

    É uma janela aberta para alma, que acalma…
    Seja o branco da neve ou da flor de jasmim
    tudo em mim responde em uníssono, sim!
    Branco é a pureza imaculada
    que nunca foi maltratada,
    são brisas de leite materno quente
    num inverno aconchegado de ventre
    Sem folhas, despidas de pretensões,
    repousam em seus corações,
    hibernando a fria meditação
    até que surja inspiração…
    E então surge a força Primavera
    e lá o amor das cores prospera….
    São espirais cíclicas, monumentais….
    percussões cósmicas batendo certo
    melodias de cores múltiplas num céu aberto

    Professor: Paulo Vieira

    O arco-íris

    Cores muitas vemos nas nossas emoções
    São uma janela aberta para as nossas sensações
    Avermelhadas são as nossas paixões
    Ou aversões

    Amarelas são as nossas alegrias
    Impermanentes e passageiras
    E quando o amarelo se desvanece
    O branco aparece

    Branco que nos conduz friamente para a objetividade inerente
    Da existência pura
    Da serenidade eterna
    Que tanto desejamos alcançar
    Que tanto buscamos
    E que tocamos
    Em breves momentos
    à medida que o conhecimento vai entrando e perfurando

    Então
    Esse branco vai iluminando
    A nossa escuridão experiencial
    Religando-nos com a visão universal

    Tão pura e simples como o branco
    Se descobre ser
    Esta existência, consciência e plenitude!

    Aluna: Susana Santos

    NEVE

    Quão díspares são as emoções que me assaltam ao ver-te.

    As encostas por ti cobertas parecem
    uma noiva
    cujos brincos são pingentes de gelo
    suspensos dos pinheiros.

    E são também
    páginas em branco
    de um livro por escrever,
    onde cabem histórias intermináveis.
    E são histórias de amor,
    de solidão, de alegria, de desamparo e dor.

    As pegadas que te marcam
    contam destinos ou passos perdidos
    de quem não tem para onde ir.

    Há em ti,
    anjos desenhados por crianças felizes
    a quererem, sem saber,
    tocar Deus.

    Há bonecos de neve
    com cachecóis e chapéus garridos,
    que as crianças gostariam,
    qual Pinóquio,
    se tornassem meninos,
    esses bonecos.

    Refletes luzes de Natal
    de lares de coração quente, onde uma lareira
    acolhe quem chega.

    E exalto em mim
    todo o amor destas histórias projetadas
    na tua alva brancura,
    neve.

    Mas tu
    também és frio, solidão
    e as pegadas dos sem destino são mais fundas,
    carregam nos ombros
    o peso da noite.

    E eu sinto,
    nos meus ossos,
    o frio dos que,
    te tendo como cama,
    só têm um cobertor de estrelas para os aquecer
    e a companhia do uivar dos lobos.

    A tristeza invade-me
    e choro por o meu amor
    não bastar para os aquecer nem aliviar a dor.

    Mas tu, neve
    não sintas culpa.

    Tu és apenas neve.
    E eu, entre lágrimas e risos, tristeza e felicidade
    bendigo a minha divina humanidade.

    Aluna: Adelina Carvalho

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana que serviu de inspiração aos alunos é a seguinte fotografia:
    
    

    O caminho do auto-conhecimento

    De repente começamos a nos questionar, onde realmente iremos o Reino de Deus encontrar.
    No céu, na terra ou no mar?
    Recordando aqui que era o céu que mamãe estava a apontar…
    E eu pequenina olhava a imensidão, sem constatar o palácio real da minha imaginação.
    As escolas nunca quiseram ensinar,
    o caminho que nos conduz a paz,
    E vivemos ao meio de turbilhões,
    condicionados para responder exigidos padrões.
    E como zumbis muitos estão a caminhar,
    esperando apenas o dia da “morte” chegar.
    E da ignorância estão a padecer,
    E a Roda do Samsāra a
    percorrer,
    Mas entre muitos estão aqueles que querem despertar,
    do sono profundo de Māyā
    e o caminho do Dharma trilhar.
    O caminho do conhecimento
    O retorno para o Ser
    Navegar no mundo interno que precisamos compreender
    Então ocorre a INICIAÇÃO na Senda Espiritual para a verdadeira evolução.
    VEDĀNTA está a pulsar, transmitindo o conhecimento que irá nos ajudar, a encontrar a nossa verdadeira essência,
    o ĀTMA.

    Aluna: Aildes Andersen

    A caminho

    A caminho
    Por entremuros nos guiamos,
    confiantes da sua proteção.
    Altaneiros muralham a nossa perspectiva…
    Quando em determinados momentos subimos ao parapeito da curiosidade,
    apoiando-nos no degrau do conhecimento…
    Uma exclamação surge
    na contemplação do mundo aberto!
    E um renascimento acontece,
    um ampliar da visão
    que absorve o horizonte da vida!

    Aluna: Carla Santos

    Caminho divino

    Andamos em circulo
    Numa roda sem fim
    Entre alegrias e sofrimentos
    Subindo ao topo da montanha
    Submergindo nas profundezas do mar
    Numa benção divina, somos apontados pelo universo
    Uma fenda se abre neste circulo, mostrando a saida
    Um caminho com um horizonte encontramos
    Luminoso, de distância desconhecida
    Mas de afamada sabedoria
    Aos poucos e poucos as cortinas vamos abrindo
    Tudo se vai clareando
    Tudo se vai desvendando
    De cabeça erguida caminhamos
    Humildemente confiantes
    Pisando com leveza
    Que o conhecimento
    É o meio
    É a nossa Certeza!

    Aluna: Susana Santos

    Terra

    Sabes!?
    Ao ver-te, assim,
    neste retrato
    surges-me cansada
    e sinto um imenso
    amor por ti.
    És mulher
    e na tua existência,
    de tão longe,
    vestes roupagens sem fim.
    Às vezes,
    vestida de areia,
    és sensual com teu corpo ondulante
    danças a melodia
    do vento do deserto.
    Outras…
    és criança de pele morena, cabeleira feita
    de florestas verdejantes,
    brincando num mundo
    de vivas cores
    em que, o ruído das cascatas,
    são as tuas gargalhadas.
    Mas também és guardiã
    quando te vestes de cordilheira,
    numa fileira cerrada
    pronta para batalhas
    nem sempre imaginárias.
    Mas acima de tudo
    és Mãe,
    e toda tu és ventre
    aberto ao sol que te fecunda.
    E do líquido uterino
    brota toda a vida e amor.
    A todos os teus filhos
    cuidas, alimentas, abraças.
    Ensinas-nos a andar
    a viver, a escolher.
    Mas nem sempre
    entendemos o teu ensinamento,
    nem sempre entendemos
    o teu ralhar.
    Mas tu…
    Tu és sempre Mãe
    e vais perdoando
    as mágoas que te causamos
    com comportamentos
    de quem não sabe o que faz.
    No fim…
    vivido o que havia a viver
    novamente nos acolhes
    dentro de ti para um futuro renascer.
    E eu só posso dizer,
    do mais profundo
    do meu ser,
    Obrigada Mãe

    Aluna: Adelina Carvalho

    E lá está ele

    O caminho das incertezas
    O caminho dos imprevistos
    O caminho do aprendizado
    Quanto maior o obstáculo, maior a sabedoria que você pode extrair dele
    O obstáculo é do tamanho da nossa ignorância
    Mesmo o caminho sendo reto, nós insistimos em dar voltas em torno de nós mesmos
    Podemos apenas sentar no meio do caminho e esperar para ver quem vai passar
    Mas e se ninguém passar? O que teremos aprendido? Teremos apenas nos iludido
    Dessa forma nos resta caminhar tomando a direção que nos é oferecida, de acordo com nossas escolhas anteriores.
    E não esquecendo de apreciar toda a beleza da trajetória

    Aluna: Licia Medeiros

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana que serviu de inspiração aos alunos foi um verso da Bhagavadgītā
    
    
    "V.6.15 – O meditador cuja mente é disciplinada, unindo sempre a mente (a mim) desta maneira, (como foi dito), obtém a paz que está em mim, que é a libertação, o final (da busca)."

    Em verdade

    Em verdade me digo
    palavras que ultrapassam a compreensão…
    A busca por esclarecimento
    um mergulho em mim implica!
    Ser ciente da verdade que me define mas não me detém.
    Emergir e não submergir nos conceitos!
    Nebulosidade que se atravessa na procura por nós.
    Rendida ao conhecimento
    e em busca da sapiência.

    Aluna: Carla Santos

    Verdades

    O mínimo que podes fazer
    E não mentir para você.
    Olhe sempre com sinceridade e verás.
    O eu inferior tentando comandar.

    A verdade é sempre melhor,
    Doe o que doer,
    pois adiante
    estará no âmbito do seu Ser
    E irá descobrir a força e a compaixão,
    Requisitos e virtudes que te livrará da ilusão.

    Prefira sempre a verdade e não se deixe enganar.
    Assuma a responsabilidade pela a sua vida!
    E permita a divindade atuar.

    Aluna: Aildes Andersen

    Verdade reluzente

    Camadas de ignorância
    Se vão descascando
    Se vão removendo
    Se vão demovendo

    Vamos entrando
    E perfurando
    No nosso interior
    Num mundo inferior

    Tão verdadeiro
    E único
    É o nosso núcleo
    O nosso ser

    E quando finalmente o alcançarmos
    Carinhosamente abraçaremos esta esfera de luz
    Que reluz com força e convicção
    Uma união se unirá
    A verdade se revelará!

    Aluna: Susana Santos

    Verdade

    A verdade da verdade
    É a mesma verdade da mentira
    É verdade absoluta
    Que tudo é sem nada ser
    Que não se cria
    E tampouco pode se desfazer
    Que não se divide
    Nem tem onde se esconder
    Porém a mim só se faz evidente
    Quando devolvo a ela
    As verdades relativas
    Que por ignorância guardei

    Aluna: Juliana Giarola

    A dança da verdade

    A rodopiar me encontrei
    Um dia em tempos passados
    Num girar constante de incertezas
    Dancei
    Sem fim era este rodopiar
    Ao som da música constante
    Questionante
    Para onde vais?
    Para onde queres ir?
    O que fazes?

    Numa das voltas, uma mão me agarrou
    Me obrigou a parar
    Me fez pensar
    Inundando a minha mente
    Com uma clareza estonteante

    Num simples toque, senti-lhe o quente calmante e reconfortante

    Guia-me por este caminho
    Disse-lhe eu
    Leva-me contigo
    Ilumina a minha obscuridade
    Leva-me à verdade!

    Aluna: Susana Santos

    A dança da verdade

    Que a busca pela verdade seja uma constante em nossas vidas. A verdade não depende de quem a disse, a verdade existe por si mesma e é apenas reproduzida pela voz dos sábios. A verdade acalma, conforta, traz paz ao coração. A verdade tem lógica, faz sentido e tem explicação. É para isso que serve nosso intelecto, para questionar e discernir, separar a verdade da mentira, percebendo que de fato essa última não existe. A verdade já está presente em nosso coração. Só precisamos silenciar nossa mente para ouvi-la. A verdade UNE todos os seres e não os separa em categorias. A verdade é Deus.

    Aluna: Licia Medeiros

  • Escrita e(m) partilha

    O tema desta semana que serviu de inspiração aos alunos foi um verso da Bhagavadgītā
    
    
    "V.6.15 – O meditador cuja mente é disciplinada, unindo sempre a mente (a mim) desta maneira, (como foi dito), obtém a paz que está em mim, que é a libertação, o final (da busca)."

    Pontes

    Estabelecer pontes em três estados físicos e um metafísico:
    Terra – paralelismo real com base em solidez,
    Água – leveza da fluidez em correnteza de soluções,
    Ar – prenúncio de movimentos e avanços,
    Emoção – com a crença na promessa em conjugação com a concretização.

    Aluna: Carla Santos

    Palavra

    No início
    era o verbo.
    E o verbo é “Ser”
    e Ser é a palavra que tudo contém.

    E a palavra viaja
    num universo a descobrir-se.

    E a sonoridade da palavra multiplica-se de forma sublime,
    e chega a cada um
    que já a pode ouvir.

    A mesma palavra
    soando diferente
    momento a momento
    para ser entendida, digerida, absorvida.

    A palavra em que meditas, que cria e liberta.

    Aluna: Adelina Carvalho

    Profundo silêncio

    Acedemos às profundezas do nosso ser
    Em busca do pacífico interior
    Que não vemos no exterior
    Silenciosa é esta experienciação
    Que nos parece levar a outra dimensão

    Em pura contemplação
    Somos nada
    E somos tudo
    Fundimos-nos neste ser consciente
    Que afinal é o todo existente

    Límpida se torna a nossa mente
    Equânime ela fica ao vento dos pensamentos
    Deixando fluir as emoções e sentimentos

    Mas e quando a contemplação se prolonga para além desta rotina meditativa
    Gerando uma aceitação profunda
    Uma paz não expectável
    Instalando-se em nós
    Numa simplificada tranquilidade

    Uma questão se eleva na correnteza do ar:
    Será isto a libertação?

    Aluna: Susana Santos

    EU

    De cabelos brancos
    e rugas milenares,
    levo-me ao colo
    acabada de nascer.

    Aluna: Adelina Carvalho

    Experienciando-me

    Expando

    Escuto o silêncio
    Sons ecoam tal qual meus pensamentos

    No sopro o toque
    Do meu próprio movimento

    Brilham as cores
    Reluzindo me em formas

    Na boca explode
    O doce fel do meu próprio néctar

    Exalo a fragrância
    Embriagando me do meu aroma

    Provo-me
    Degusto-me
    Sacio-me

    Contraio

    Sem tampouco voltar
    De onde eu nunca sai

    Aluna: Juliana Giarola

    Suprimento

    Ôoo Krishna,
    Grandioso Avatar
    Na sua gloriosa graça
    Eu quero me encontrar

    Momento de preparação
    Te saúdo, te honro
    Reverência totalmente em prostração
    ओं क्लीं कृष्णाय नमः । oṃ klīṃ kṛṣṇāya namaḥ |

    De prontidão eu posso perceber
    A travessia que terei que percorrer
    Inquietação, devaneios da mente, mundo de Maya, véus da Ilusão.

    Krishna esteve a ensinar
    Como a meditação pode ajudar
    para o objetivo maior
    que é moksa.

    A consciência precisa se abrir
    Para receber o suprimento que está reservado para ti,
    Mas procure compreender,
    que é no plano espiritual que Krishna renasce no teu Ser.

    O suprimento não estar
    no dinheiro que condicionamente estás a acumular.
    Tão pouco na casa ou carro que sonhas em comprar.

    É preciso ir além do plano material que está a nos envolver,
    Permitindo a magnitude de Sri Krishna conduzi-te.

    O sonoridade da flauta está a me relaxar, combinado com os sons acústicos dos pássaros, águas dos rios e o vento a soprar.

    De repente ocorre a conexão
    e me encontro em estado de total rendição.
    E onde a mente está a resistir
    O pranayama vem diluir.

    No campo de batalha eu estou
    Junto ao mestre que tem Sri. Krishna como condutor.

    Gratidão, a batalha está travada para a libertação.

    Aluna: Aildes Andersen